6 de Novembro de 2008

Rever conceitos e criar o diálogo no lar.

Os tantos problemas sócio-familiares vividos pelos atuais jovens, provocam desafetos e desapegos por "causas existenciais". Tentando expor suas contradições e dores, deparando-se com incompreensões e por algumas vezes descaso familiares. Não seria certo acusar apenas o seio familiar como causa única dos problemas joviais. Há a parcela de culpa dos "jovens rebeldes sem causa", hoje tão inverocímel com os antigos jovens que derrubaram presidentes, criaram movimentos musicais e conseguiram mudar o rumo da história.
Com tantos avanços tecnológicos, mudanças de padrões familiares, opções de crença, sexo e ideologia, é comum deparar-mos com rebeldias joviais, imposições não discutidas e rupturas de laços familiares. Atrelado a essas situações encontra-se o antigo modelo familiar, onde o homem exercia maior influência nas decisões da casa, e hoje não aceitando algumas mudanças consideradas normais, como opção sexual, ateísmo, não engajamento político e a perda de alguns valores, como "bênção" e aceitação das imposições paternais.
Temos visto também uma outra face, a degradação de valores e princípios familiares cometidos por jovens, geralmente de classes abastardas, que cometem crimes violentos contra a sociedade. Sem justificativa, sem perdão. Isso ocorre pela falta de diálogo, de aproximação paternal com os mesmos. Sentimos cada vez mais presente a falta de esperança na vida e a influência desta banalização da violência.
Difícil julgar certos e errados numa sociedade tão possuidora de livre arbítrio e mudanças de valores e conceitos, porém a rebeldia e a incompreensão é de fácil resolução, bastando apenas a presença do diálogo, assim o desamor e o desgosto de princípios básicos para uma convivência salutar dos jovens na atual sociedade.

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